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Ressignificando os eventos escolares: a quem eles servem?

A primeira pergunta que deveria ser feita sobre determinado evento escolar seria: Qual o seu objetivo? Dar visibilidade ao trabalho pedagógico desenvolvido? Mostrar a dinâmica do processo de aprendizagem? Celebrar alguma data? Aproximar a família da escola?

E cada resposta, por sua vez, deveria levar a mais uma série de perguntas como: Qual seria, então, o melhor formato para atingir este objetivo? Seria uma mostra dos produtos finais dos trabalhos realizados pelas crianças? Seria uma exposição fotográfica de momentos que recontem as trajetórias de aprendizado? Seria um almoço para celebrarmos os encontros? Uma tarde de brincadeiras na escola? Um picnic no parque da cidade?


Nas comemorações juninas, a viagem foi pelo Brasil, com educadores, pais, mães, avós e crianças dançando juntos, unidos a uma colorida saia gigante, celebrando a cultura do Carimbó e também do Boi Bumbá.

Novamente, cada resposta gera novas perguntas, e assim, até chegarmos à pergunta final, cuja resposta é determinante: A quem este evento serve? Se a resposta for qualquer uma que não – a criança, ele tem que ser repensado. É por este caminho que seguimos para escolher e desenhar os eventos da escola.

A construção do senso de comunidade está sempre presente em nossos eventos. Através de atividades que envolvam tanto as crianças quanto as famílias, não somente damos oportunidade aos pais de experimentarem, junto com as crianças, as vivências e aprendizados construídos na escola, como também possibilitamos que os familiares deixem o papel de espectadores e contracenem com seus filhos e filhas, tornando-se co-autores do evento.

A valorização e o respeito à diversidade também são marcas do nosso trabalho. Frente às novas realidades familiares, a comemoração do dia das mães e dos pais deu espaço ao dia da família. Durante o evento, pais, mães, avós, madrinhas e irmãos, foram guiados pelas crianças a carimbarem com tinta suas mãos em papel, e este rico material, com a identidade de cada membro da família, serviu de base para a montagem de uma árvore da comunidade escolar, que enfeita a parede da escola durante um longo período.

A diversidade cultural também está sempre presente nos eventos da Escola Global Village. Na Páscoa, as crianças aprenderam sobre as diferentes formas de comemorar essa data pelo mundo - fazendo e empinando pipas coloridas, nas Ilhas Bermuda; enfeitando árvores de Páscoa com ovos coloridos que elas mesmas decoraram, na Alemanha; fantasiando-se de bruxos e bruxas, na Suécia. Já, nas comemorações juninas, a viagem foi pelo Brasil, com educadores, pais, mães, avós e crianças dançando juntos, unidos a uma colorida saia gigante, celebrando a cultura do Carimbó e também do Boi Bumbá.

E nesse contexto, como fica o encerramento dos ciclos? A tradicional apresentação de final de ano em espaços desconhecidos e de pouco significado para as crianças, pode ser substituída por vivências dentro do espaço escolar, com as próprias crianças mostrando aos pais seu ambiente e aprendizados, contando suas experiências e conquistas. Momentos assim, devem ser a grande celebração do ano, pois são extremamente significativos, empoderam os protagonistas, ou seja, as crianças, que passam a se reconhecerem como seres competentes, tendo sua autoconfiança e autoestima fortalecidas.


(texto publicado na revista NOI edição jul/ago 2018)


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